Nossa História

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Lendo um jornal, a enfermeira Maria João Martins descobriu que havia desembarcado, em 1996, na quarta maior cidade Brasileira em número de imigrantes portugueses. As lembranças da cidade do Porto e a presença de tantos conterrâneos em São Paulo levaram-na a fundar, Há três anos, A Casa Portuguesa, em Pinheiros.
“Quando ia ao supermercado , não encontrava muitos produtos de meu país”, afirma Maria.
Ela e o marido, o engenheiro Antonio Candido Cunha Filho, decidiram montar um loja especializada. Enquanto buscava a equivalência do diploma de enfermagem para atuar no País, Maria começou a seguir os passos dos pais, comerciantes . Graças aos vinhos, bacalhaus e azeites, entre outros itens importados, a casa cresceu e desde de outubro de 1996, passou a servir almoço. Além de degustar a alheira ou os pastéis de Belém, prato principal e sobremesa típicos portugueses, o cliente pode admirar e comprar louças e enfeites tradicionais, como o Galo de Barcelos * e imagens de Santo Antônio e de Nossa Senhora de Fátima.
“Os clientes insistiram na idéia”, recorda Maria. Depois de iniciar a venda de pratos congelados, ela decidiu colocar quatro mesas, em frente das prateleiras, e oferecer refeições, de segunda-feira a sábado. “Agora, querem que funcionemos no jantar.”

Bolinhos – Entre os motivos do sucesso estão os conhecidos bolinhos de bacalhau.”Fomos a uma gráfica aqui perto e nos inicaram a casa”, diz a calígrafa Célia Teixeira. Antes de voltarem para São José do Rio Preto, no interior do Estado, ela e a colega Maria Luiza Vasconcelos aprovaram a iguaria. Elas também levaram o azeite português para preparar bacalhau em casa.
A proprietária confirma que o bolinho é a preferência dos clientes. “No começo, estranhei o fato de comerem o bolinho quente” , relata. “Em Portugal, ele sempre foi servido frio”
O administrador Luiz Carlos Munro Anjos, cliente há seis meses, elogia as delícias servidas na casa. “As alheiras e os pastéis de Belém também são bons demais”, completa, carregando um caixa dos doces.
Como o espaço ainda é pequeno, a maioria dos clientes são profissionais que trabalham em escritórios da região, como os analistas de sistema Gustavo Gea, Reginaldo Oliveira e Wagner de Oliveira Morelli. Com os pratos cheios de bacalhau e de batata cozida, eles garantem que se tornaram clientes fixos. “Aprovaremos o restante do cardápio nos próximos dias”, prometem.

Futebol – Ao lado do caixa, o quadro na época bicampeão do Futebol Clube do Porto e o Cartaz da Portuguesa revelam os clubes adorados pela proprietária. Por telefone, o pai costuma deixar Maria atualizada sobre os resultados do campeonato nacional de seu país de origem . “O Porto vem ganhando tudo há seis anos, mas aqui ainda está difícil”,brinca a torcedora da lusa.
Jornal Seu Bairro – ( Iuri Pitta)